SAÚDE | Saiba tudo sobre o coronavírus: o que é, sintomas, prevenção e tratamento

Saiba tudo sobre o coronavírus (Covid-19): o que é, sintomas, prevenção e tratamento
São milhares casos confirmados no mundo e diversos suspeitos no Brasil (Atualização dos casos no final da matéria)

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Os casos confirmados de coronavírus já ultrapassaram milhares em todo mundo, sendo que a grande maioria foi registrada na China. Segundo o último balanço oficial. O Brasil tem setenta casos suspeitos da doença e o Paraguai, que faz fronteira com Mato Grosso do Sul, também investiga alguns casos suspeitos.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu nesta quinta-feira (12) que todos os países “redobrem” o comprometimento contra a pandemia de coronavírus.

Falando a diplomatas em Genebra um dia depois de caracterizar o Covid-19 como uma pandemia, ele também disse: “Descrever isso como uma pandemia não significa que os países devam desistir. A ideia de que os países devem passar da contenção para a mitigação está errada e é perigosa.”

A fala vem um dia depois da agência de saúde da ONU declarar uma pandemia de Covid-19 e dos EUA tomarem uma medida tomada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de bloqueio às viagens para Europa.

A União Europeia criticou esta a decisão unilateral do governo Trump em restringir viagens da Europa para os Estados Unidos por causa do coronavírus, dizendo que a doença não respeita fronteiras.

Na Itália, o número de mortes passou de mil: segundo a Reuters, são 1.016 mortes até esta quinta, sendo 189 somente nas últimas 24 horas. A região mais afetada é a Lombardia, com 744 mortes.

Conhecido desde meados da década de 60, o coronavírus é apenas uma cepa de uma grande família de vírus. Ele tem esse nome por causa de pequenos espinhos que possui na superfície. O novo coronavírus faz parte de uma ampla família de vírus que pode causar desde um resfriado comum até problemas respiratórios que levam à morte.
Por conta dos novos casos do vírus 2019-nCoV, como é denominado oficialmente, descoberto em dezembro de 2019, quando apareceram os primeiros casos na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China, e o aumento no número de notificações, tem causado preocupação na população, que ainda tem dúvidas sobre o coronavírus.
Confira abaixo o que é, as causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção do coronavírus:

O QUE É O NOVO CORONAVÍRUS?

É um novo vírus que tem causado doença respiratória pelo agente coronavírus, com casos recentemente registrados na China. Importante saber que os coronavírus são uma grande família viral, conhecidos desde meados de 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e
em animais.

Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas,
semelhantes a um resfriado comum. Alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), identificada em 2002 e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada em 2012. No Brasil, o Ministério da Saúde tem realizado monitoramento diário da situação junto à Organização Mundial da Saúde (OMS), que acompanha o assunto desde as primeiras notificações, em 31 de dezembro de 2019.

TRANSMISSÃO

As investigações sobre transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por contato está ocorrendo. É importante observar que a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada.

Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos. Ainda nãoestá claro com que facilidade o novo coronavírus se espalha de pessoa para pessoa. Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

– gotículas de saliva;
– espirro;
– tosse;
– catarro;
– contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
– contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz     ou olhos.

O coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe e, portanto, o risco de maior circulação mundial é menor.
O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico do novo coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro).

É necessária a coleta de duas amostras na suspeita do coronavírus. As duas amostras serão encaminhadas com urgência para o Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN). Uma das amostras será enviada ao Centro Nacional de Influenza (NIC) e outra amostra será enviada para análise de meta genômica.

Para confirmar a doença é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o RNA viral. O diagnóstico do novo coronavírus é feito com a coleta de amostra, que está indicada sempre que ocorrer a identificação de caso suspeito. Orienta-se a coleta de aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronca alveolar).
Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e
tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

TRATAMENTO

Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. No caso do novo coronavírus é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo: Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
Uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse.
Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

SINTOMAS

Os sinais e sintomas clínicos do novo coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias.

Os principais são sintomas são: febre, tosse e dificuldade para respirar.

PREVENÇÃO

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus.

Entre as medidas estão:

– evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
– realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
– utilizar lenço descartável para higiene nasal;
– cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
– evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
– higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
– não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
– manter os ambientes bem ventilados;
– evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
– evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas, como máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção.
Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como incubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizada precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

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COMO É DEFINIDO UM CASO SUSPEITO?

Com a amplitude da região de risco, toda a China, Europa, Irã, as pessoas vindas destas localidades, nos últimos 14 dias e que apresentem febre e sintomas respiratórios podem ser considerados suspeitos.

Os casos suspeitos devem ser mantidos em isolamento enquanto houver sinais e sintomas clínicos. Casos descartados laboratorialmente, independente dos sintomas, podem ser retirados do isolamento.

DIFERENÇA ENTRE GRIPE E CORONAVÍRUS

No início da doença, não existe diferença quanto aos sinais e sintomas de uma infecção pelo novo coronavírus em comparação com os demais vírus. Por isso, é importante ficar atento às áreas de transmissão local. Apenas pessoas que tenham sintomas e tenham viajado para Wuhan são suspeitos da infecção pelo coronavírus.
Com o aumento do nível de alerta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alto em relação ao risco global do novo coronavírus, o Ministério da Saúde orienta que viagens para a China devem ser realizadas apenas em casos de extrema necessidade. Essa recomendação vale até que o quadro todo esteja bem definido.

RESTRIÇÃO INTERNACIONAL

Com milhares de  casos confirmados, segundo o último boletim da OMS que classificou o o contagio com “pandemia”, todo o território chinês passa a ser considerada área de transmissão ativa da doença. Com isso, as pessoas vindas desta localidade nos últimos 14 dias e que apresentem febre e sintomas respiratórios podem ser consideradas casos suspeitos. O Ministério da Saúde vai atualizar as áreas com transmissão local de acordo com as informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

AÇÕES NO BRASIL

O Ministério da Saúde realiza monitoramento diário da situação junto à Organização Mundial da Saúde (OMS), que acompanha o assunto desde as primeiras notificações de casos em Wuhan, na China, no dia 31 de dezembro de 2019.

O Governo Federal brasileiro adotou diversas ações para o monitoramento e o aprimoramento da capacidade de atuação do país diante do episódio ocorrido na China. Entre elas está a adoção das medidas recomendadas pela OMS; a notificação da área de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA); a notificação da área de Vigilância Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); e a notificação às Secretarias de Saúde dos Estados e Municípios, demais Secretarias do Ministério da Saúde e demais órgãos federais com base em dados oficiais, evitando medidas restritivas e desproporcionais em relação aos riscos para a saúde e trânsito de pessoas, bens e mercadorias.

O Ministério da Saúde também instalou o Centro de Operações de Emergência (COE) – novo coronavírus que tem como objetivo preparar a rede pública de saúde para o atendimento de possíveis casos no Brasil.

O COE é composto por técnicos especializados em resposta às emergências de saúde pública. Além do Ministério da Saúde, compõe o grupo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Instituto Evandro Chagas (IEC), além de outros órgãos. Desta forma, o país poderá responder de forma unificada e imediata à entrada do vírus em território brasileiro.

É minha gente, no momento o maior aliado contra o coronavírus é a prevenção e a higiene é fundamental!

Fontes: Ministério da Saúde, Instituto Evandro Chagas, Coluna Bem Estar (G1), OMS

 

Confira os números atualizados sobre a Pandemia Aqui!

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