SOBRENATURAL |Universos Paralelos: Você já ouviu falar em Setealem?

O que é Setealem?

Não podemos afirmar muitas coisas sobre Setealém, alguns relatos postados pela internet, indica que seria algo bem parecido com a nossa realidade, com algumas diferenças, claro. Contam em seus relatos que as pessoas são parecidas como dos filmes de terror, estranhos, olhos escuros, fundos e sujos e que não se torna um lugar agradável.
14abr2016-se-prepare-para-fazer-uma-viagem-ao-lado-oculto-e-sombrio-da-internet-a-deep-web-na-realidade-ela-se-trata-apenas-de-uma-area-online-com-sites-foruns-e-comunidades-iguais-aos-q
Se você perguntar a qualquer pessoa que já conhece essa história ou acompanha desde 2016, o que realmente é Setealém, essa pessoa obviamente irá te responder que é um mundo paralelo ao nosso.

Como é Setealem?

560033

Quem diz ter tido contato ou adentrado nesse mundo sombrio, relata que se trata de um local de atmosfera pesada, muito parecida com a Terra, mas com diferenças sutis, mas significativas, tais como: ausência de veículos, época antiga, construções em precárias situações de conservação e pessoas estranhas e por vezes demoníacas.

Em Setealem, costuma-se vivenciar uma vida aparentemente normal para aqueles que ali habitam, mas muito incômoda para as pessoas “normais” que ali, de alguma maneira, adentram. Parece que os habitantes de Setealem sentem-se incomodados com os visitantes externos, desse mundo “normal” – coloco normal entre parênteses, pois o que seria normal senão apenas o que se encontra estabelecido e embutido em cada um de nós?

Quem “popularizou” a teoria do Universo Setealem no Brasil?

sete-alc3a9m
O primeiro relato conhecido, o do Luciano Milici.

“1994. Eu estava no segundo ano da faculdade. Tinha dezenove anos e lamentava o fato de que só poderia cursar o período noturno a partir do próximo ano. Os dois primeiros anos eram obrigatoriamente matutinos, o que dificultava a busca por empregos ou estágios. Até então, minha experiência se resumia a um longo período como gerente de uma vídeo-locadora, que era como se chamava o Netflix da época.

Mesmo morando longe da faculdade, eu adorava o caminho de volta. Os longos trechos à pé até chegar no ponto de ônibus para, em seguida, tomar o Metrô me permitiam observar como as pessoas eram diferentes em seus trajes, gestos e falas. Tudo aquilo era subsídio para novas histórias que eu, diariamente, escrevia. Também aproveitava o caminho para ler.

Normalmente, caminhava até lá para tomar um ônibus, qualquer ônibus – o primeiro que passasse – pois todos levavam para um ponto da avenida onde eu facilmente acessaria o Metrô. Não importava o nome, o número ou a cor do ônibus, todos obrigatoriamente iam até o fim da avenida, para então, seguirem seus itinerários. Isso era bom, porque eu não me demorava mais que dois minutos no ponto.

Naquela tarde quente de outubro, após uma exaustiva aula de Mercadologia, segui meu caminho costumeiro até uma grande e famosa avenida há alguns minutos do campus. Cheguei no ponto e coloquei um CD, acho que do Nação Zumbi, no discman. A pilha estava acabando e a voz do Chico Science parecia demoníaca. Um ônibus chegou e parou. Entrei e substituí o discman por um livro.

Em média, o trajeto demorava de vinte e cinco a trinta minutos por causa do trânsito e, quando eu tinha sorte de encontrar um banco vazio, lia várias páginas. Naquele dia, nem quinze minutos se passaram e senti a mulher ao meu lado, no banco, me cutucar. Parei de ler e olhei para ela.

– Você não vai para Setealém, vai? – ela perguntou.

Apertei os olhos, tentando entender o que ela havia dito. Teria sido Santarém?

Ela insistiu:

– Esse ônibus vai para Setealém. É melhor você descer.

Sorri para ela. O nome “Setealém” havia ficado claro, mas o conselho não fazia sentido. Olhei para os lados e todos, absolutamente todos do ônibus estavam me olhando. Uma outra mulher, em pé, um pouco mais à frente, falou:

– É, vai…desce, moço.

Próximo a ela, um rapaz com uma pasta na mão acenou positivamente com a cabeça e foi mais incisivo:

– Desce aí!

Antes que eu perguntasse o que estava acontecendo, o cobrador – que também me olhava, com o maço de notas na mão – gritou para o motorista:

– Vai descer!

O ônibus parou na hora. Ali não era um exatamente um ponto, mas eu não liguei. Levantei-me rapidamente do banco e fui em direção à porta aberta. As pessoas no corredor abriram caminho acompanhando-me com o olhar.

Desci.

Confesso que, na hora, dezenas de pensamentos me ocorreram. Seria um ônibus particular? Não. Havia um cobrador, afinal de contas. Teriam me confundido com alguém? Talvez. Assim que pisei no asfalto, o ônibus retomou o caminho, até que, estranhamente, virou à direita em uma ladeira de paralelepípedos. Um trajeto incomum.

Aquele nome “Setealém” nunca mais saiu da minha mente. Seria um bairro? Uma cidade? Perguntei aos meus conhecidos e até olhei no Guia de Ruas, uma espécie de Waze do século passado, onde seu dedo indicador fazia o papel do carrinho. Ninguém nunca reconheceu esse nome nas proximidades ou até em outro lugar do mundo.

Sei que, dias depois, passei a sonhar com Setealém e, desde então, pelo menos uma vez por mês me vejo em suas estranhas ruas, durante o sono.”

apocalypse-2570868_960_720

Depois desse relato, diversas pessoas começaram a descrever situações Bizarras, com características que coincidem com o relato do Luciano, em que as vezes situações do dia a dia, se tornavam verdadeiros filmes de terror, leia um dos principais depoimentos abaixo:

Minha filha foi para Setealem

dark_ones

Antônia, enfermeira de 40 anos, comentou o seguinte:

“Aconteceu nessa semana, eu estava vendo televisão. Minha filha Patrícia (7 anos), estava brincando na sala, ela fez um risco no papel e falou assim:

-Mamãe falta isso pra mim ir na casa do papai

Ela estava certa faltava um dia, antes que eu falasse algo o telefone tocou, (Bem na hora da novela ‘-‘). Atendi com raiva, era um homem com a voz estranha, muito grossa e áspera.

-Senhora Antônia? A senhora é mãe da menina Patrícia?

-Sim sou eu, quem quer saber?

-A senhora precisa ir até a escadaria do condomínio buscar a sua filha

-Escadaria? Que escadaria? Qual condomínio?

-Eu não sei senhora, ela não estava vestida com uma camiseta verde quando desapareceu? A senhora pode ir até a escadaria do condo…

-Camiseta verde? Minha filha nem tem camiseta verde, seu maluco! Escuta aqui vou ligar pra polícia, tá? Minha filha tá na sala comigo. A gente mora em sobrado não em condomínio, fica passando trote a essa hora, seu…

O homem desligou

Corri até a sala e Patrícia estava lá, quietinha com o seu caderno e um monte de giz de cera

No dia seguinte, eu vesti a minha filha com um blusa rosa e uma jaqueta, meu ex marido veio buscar minha filha para uma festinha que ia ter. No dia seguinte, meu ex marido trouxe a minha filha e ela veio correndo me abraçar, perguntei se tudo havia ido bem, ele falou que antes de traze-la, passou no prédio da namorada dele e a Patty derramou suco na blusa dela, e por isso precisou pegar uma blusa emprestada da filha da namorada dele

Isso mesmo minha filha estava com uma camiseta verde

Quis saber se tinha acontecido algo de estranho além disso, ele falou que não. Falou que Patrícia saiu toda feliz da festa, mas que na volta ficou estranha e séria.

Quando ele foi embora, conversei com a minha filha, no começo ela estava com receio de contar mas depois foi se soltando, ela contou que quando desceu as escadas acabou se perdendo e foi parar em um outro prédio chamado Setealem. Ela falou que chorava alto e gritava o nome do pai até que um homem bonzinho, com os olhos amarelos, pegou ela e a levou pra casa dele

-Credo filha que história maluca

– O homem bonzinho com olho amarelo ligou pra cá mãe, e você falou que ia chamar a polícia e que eu estava aqui com você e ele desligou. Depois, ele mandou descer as escadas do prédio de novo e o papai me encontrou

Somente agora a pouco, minha filha veio me mostrar uma folha com sete riscos, eu perguntei o que era isso e ela falou que era o tanto de dias que ela tinha ficado com o homem”

Quando surgiram os relatos aqui no Brasil?

Todos os relatos sobre Setealém vieram à tona a partir da publicação realizada no Orkut, no início dos anos 2000 (O caso do Luciano, se passou em 1994, mas só foi divulgado na extinta rede social em 2000, que era a mais popular na época). Afinal, acredito que até o momento poucas pessoas sentiram coragem para comentar sobre o que aconteceu com elas. Além dos relatos mencionados nesse artigo, há uma série de comentários e histórias tenebrosas envolvendo os mundo e universos paralelos. O post realizado na rede social Orkut desencadeou a história de Setealém, o que levou muitas pessoas a acreditarem no famoso mundo paralelo.

E fora do Brasil? Quando começaram os relatos?

Desde 1954 quando Hugh Everett III defendeu sua tese a respeito da idéia de universos paralelos, intitulada “Teoria dos Muitos Mundos” , muitas mentes tem estudado o tema. De cientistas à blogueiros, todo mundo fala muito mas a realidade é que todos nós ainda entendemos pouco sobre o assunto, mas muito antes disso o assunto sobre universos paralelos já haviam sido abordados.

Ong’s Hat

Ong’s Hat, Nova Jersey, foi fundada em algum momento do século 19 por um homem chamado Ong depois que ele jogou seu chapéu no ar e perdeu-o em um galho de árvore … uma história muito interessante sobre chapéus, mas enfim, vamos deixar isso para depois e voltamos ao foco do post!

Por volta de 1920, a cidade tornou-se uma cidade fantasma, mas apesar disso, ela não foi esquecida: essa cidade abandonada tornou-se o tema de uma das primeiras teorias da conspiração da Era da Internet.

Conta a teoria que durante os anos 1970 e 80, um novo paradigma científico chamado “Caos”, que se preocupa em encontrar a correlação entre situações cotidianas, tal como amarrar o tênis e ler um livro e todas as consequências que cada uma delas pode trazer – por exemplo, você foi amarrar o tênis, encontrou o livro embaixo da cama, levou o livro consigo, foi ler em uma praça, uma pessoa passou, leu o título da capa, achou curioso, resolveu comprar o livro, leu o livro e virou um assassino em série por causa disso, ou seja se você não tivesse amarrado o cardaço naquele exato momento, não haveria assassino em série – começou a ganhar popularidade.

Dois grupos de cientista, liderados por Dobbs desenvolveram uma teoria de que através da consciência pode-se modelar o seu próprio universo, desde que se aprenda a capacidade de controlar o caos e, por consequência, disponibilizando ao observador viajar para outras dimensões. Dobbs haveria até inventado um maquinário para desenvolver o cérebro das pessoas para atender essa estranha complexidade: a primeira câmara de privação sensorial chamada de “O Ovo”. Entretanto, como toda boa história, possui versões alternativas ainda mais sinistras que essa que você acabou de ler!

Uma das outras versões dizem que Dobbs não fez absolutamente além de encontrar um Portal Interdimensional! Lembra do Ong do inicio desse item? Pois é, conta a lenda urbana que ele era um homem sempre muito bem vestido com um terno e um chapéu de seda que fundou a tal cidade em 1920 e que tinha sérios problemas com o seu chapéu que não parava em sua cabeça. Ong era um cara bem estranho e ninguém sabe de onde veio e nem para onde foi … para ser mais exato, ninguém sabe para onde todos os moradores do vilarejo foram depois de 1936. Todos eram muito recatados e só mantinham vínculos com os habitantes do próprio vilarejo. Todavia, por volta de 1932, segundo a lenda urbana local, as coisas ficaram estranhas. Aos poucos, a cidade parecia estar desaparecendo! No inicio de 1936, não havia mais nada na cidade, senão tijolos representando as estruturas que um dia estiveram ali e um galpão velho. Nenhum habitante, nada além do vento que sempre derrubava o chapéu de Ong.

Em 1970, Dobbs haveria chegado ao pequeno vilarejo abandonado com uma equipe de cientistas especializados em Estruturas Subterrâneas. Por algum motivo- que não ficou claro – Dobbs teria conhecimento de que havia algo embaixo do vilarejo. E parece que o seu palpite estava certo! Dobbs haveria encontrado em uma espécie de bunker uma máquina chamada “O Ovo” que permitia com que qualquer homem pudesse viajar entre as dimensões.

Quando essa lenda urbana chegou na Internet por volta de 1999, recebeu uma nova roupagem na história de Joseph Matheny. A lenda urbana terminou virando hoax e meme e, por fim, ganhou centenas de versões. A verdade é que as vilas do Condado de Burlington sempre contaram histórias sinistras sobre essa cidade fantasma, porém, onde termina a realidade e começa a ficção somente Dobbs – se ele existir – pode dizer (ainda que, seja difícil contatá-lo agora que ele está em outra dimensão).

Assustador, não é? Portanto, cabe a nós acreditar ou não nas histórias. Será que tudo é real ou são apenas histórias inventadas por pessoas que queriam ter seus minutos de fama na internet?

Fonte: Diversas (Internet)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.